terça-feira, 23 de junho de 2009

Capítulo VII: Guardiões

Joshua e Dédalos caminhavam madrugada adentro. Ultimamente os guardiões tinham noites longas, os demônios estavam aparecendo muito e era preocupante. Ambos tinham a impressão de que a noite de hoje não acabaria tão cedo. E estavam certos.

Já não havia muitas pessoas nas ruas.
Os dois guardiões encontram um homem deitado no chão. Um demônio estava agachado sobre ele com a palma da mão em seu peito, estava roubando sua alma.
- Droga. – Joshua reclama enquanto saca um de seus revólveres.
O demônio levanta a cabeça para olhar os dois. Dédalos empunha seu facão e o demônio escapa do primeiro tiro de Joshua.

- Guardiões, eu suponho. – Lufus acaba de matar um homem e pegar sua alma.
- Vocês andam bem informados. – Dédalos diz se aproximando cautelosamente.
- Pra mim vocês parecem simples humanos. – Lufus sentia-se mais forte quando conseguia uma alma.
- Humanos com orgulho. – Joshua odiava ainda mais os Incubus, por serem semelhantes a pessoas.
Joshua atira três vezes no demônio, um tiro acerta seu ombro.
- Argh! – Lufus percebeu que as armas humanas eram fortes.
O Incubus avança sobre Joshua que já sacava o outro revólver. Dédalos desfere um golpe quando Lufus chega perto. Este consegue se esquivar levando o corte só de raspão. Joshua acerta uma bala na cabeça de Lufus. O demônio é arremessado com a força do tiro.
- Ahhhhhh.
Lufus se levanta cambaleando e seus olhos ficam vermelhos. Ele salta em Joshua e tenta socá-lo. Erra porque o guardião rola para trás. Dédalos ataca de novo e Lufus acerta sua mão destroncando seus dedos e derrubando o facão no chão.
- Maldito! – Dédalos já sacava sua pistola.
Lufus amplia sua resistência e recua dos tiros de Dédalos.
O demônio tenta controlar sua raiva e ficar frio.
Joshua carrega o primeiro revólver e volta a atirar. Lufus rebate duas balas e em um instante se aproxima deles.
Dédalos atira na perna de Lufus o fazendo cair. Joshua chuta o rosto dele, aponta sua arma, mas é jogado na parede pelo demônio.
- O que vocês ganham me enfrentando? – Lufus não gostou de enfrentá-los.
- Um mundo melhor. – Dédalos estava de trás do demônio pronto para atirar.
Lufus chuta o peito do humano que é arremessado até a parede, longe de sua pistola.
- Vocês deveriam ficar no seu mundo. – Joshua acertou um tiro nas costas de Lufus e continuava atirando enquanto recuava.
Lufus vai até ele numa incrível velocidade e o ataca. Joshua tenta esquivar, porém leva um soco na coxa e cai de costas no chão. Dédalos pega seu facão caído e corre para ajudar.
- Vocês humanos deveriam nos idolatrar. – Lufus mostrava suas garras.
- Nunca! – Joshua ergueu suas armas rapidamente.
Dédalos dá uma estocada na barriga de Lufus que não o viu se aproximar. O guardião faz um grande corte ao puxar o facão para o lado. Lufus esquiva dos tiros de Joshua e se afasta bem rápido.
- Vocês são inferiores a nós. – Diz Lufus.
O demônio voa e vira as costas.
- Covarde!
Lufus leva um tiro na perna e perde um pouco o equilíbrio. Vira-se e vê Joshua atirando contra ele. Bate suas asas mais forte e se afasta até não ouvir mais tiros.

***

Lufus senta sobre um muro alto e descansa.
- Nos encontramos de novo. – Fala uma voz monstruosa que Lufus reconhece.
Vira a tempo de ver uma Gárgula o chutar. Ele cai no chão sem reação.
- Não terminamos nossa conversinha. – A Gárgula pousa a sua frente.
- Parece que ainda quer morrer. – Lufus tenta se levantar.
O monstro ergue seu pé para pisotear o Incubus quando é atingido por algo.
- Cai fora! – Diz Jasira.
- Grrrrrrr
Jasira voa sobre ele e acerta uma cotovelada em seu rosto. Uma grande rachadura se forma no queixo da estátua que foge voando.

- Obrigado.
- Parece que andou brigando. – Jasira diz enquanto ajuda Lufus a se levantar.
- Mais do que imagina. – Lufus já esta de pé e vê que seu corte na barriga não existe mais.
- Eu não tive problemas. – Diz Jasira zombando.

- Argh! O que é isso? – Lufus reclama
- Uma luz horrível e quente. Acho que é...
- O sol. – Conclui Lufus
- É. – Jasira procura uma sombra.
- Vamos voltar para as trevas.
- Vamos, você parece bem cansado. – Jasira sorria sarcasticamente.