- Esse território é meu, não admito outro demônio aqui!
- Já disse, quem vai me tirar daqui?
A Gárgula encara o Incubus com raiva.
- Estou esperando. – Diz Lufus.
Ela avança na direção dele. Lufus salta por cima dela e cai perto do centro do prédio.
- Vai fugir? – Parecia mais um rugido do que palavras.
- Não preciso.
Com grande agilidade Lufus dá uma investida e acerta um soco no peito da criatura. A pele dela era dura, foi como socar uma parede grossa de concreto.
- Grrrrahh
Ela dá uma patada, que só acerta o ar, porque o Incubus se esquivou para baixo. Não a tempo de escapar de um gancho da criatura. Lufus é lançado uns três metros com o golpe.
Antes que pudesse se levantar a Gárgula já estava voando em cima dele. Lufus consegue rolar evitando ter sua cabeça afundada por garras.
- Desgraçado. – Lufus só o insulta para tentar desconcentrá-lo.
- Vai aprender a obedecer ordens!
Ao dizer isso ela junta sua mãos e cria uma bola negra no meio. Era uma energia luminosa, a bola cresce e é arremessada. Lufus coloca seus braços em frente ao peito, cruzados. Seus músculos enrijecem. A energia o atinge em cheio onde se defendia e ele é jogado para fora do prédio.
Mal começou a cair, ele bate suas asas para voar de volta ao topo. A Gárgula aparecia no beiral, encontrou com Lufus subindo. Este avançou com o ombro pra cima do oponente e jogou seu corpo contra ele. Não o empurrou muito, apesar da pancada, mas foi o suficiente para girar e acertar um pontapé na criatura, que vai ao chão.
Logo os braços e pernas de Lufus se fortalecem e ele investe sobre o outro demônio enquanto este se levantava.
A Gárgula não consegue escapar do primeiro soco, que acerta seu rosto. Defende-se do segundo e do terceiro golpe. Tenta bater em seguida, mas leva uma joelhada onde deveria haver costelas. Sua pele rígida não sofre qualquer arranhão, mas ele cambaleia. Lufus não perde tempo e continua a bater, porém é surpreendido pelo braço da estátua que sobe rapidamente e bate em seu rosto. Em seguida escapa de um soco do monstro.
- Grrrrraaaaaahhhh – O rugido propagava a raiva.
Os olhos da criatura cintilavam enquanto os dois trocavam socos.
Ela consegue acertar um chute na barriga de Lufus parando seu próximo golpe, ela gira tentando chutar como ele, só que erra e se desequilibra. Lufus tenta acertá-la nas costas, mas ela joga sua asa para trás acertando-o.
Quando ela se vira Lufus cai e se levanta muito antes que ela pense em qualquer coisa.
Ela já não pensa muito, está tomada pela raiva e só quer bater no Incubus. Já ele apesar de bravo por estar praticamente batendo numa rocha, se mantém frio.
Ele começa a usar suas garras para atacar a criatura, ela recua, mas leva um golpe no pescoço, que cria um arranhão profundo, apesar de parecer cortes em cimento.
Lufus se afasta e ataca com uma voadora certeira no local que acabou de ferir.
- Argh – Ela perde o fôlego e cai com um baque surdo perto da beirada do prédio.
Ela vê o Incubus vindo atacá-la com um soco e com uma pancada tira o braço dele para o lado. A Gárgula o agarra e se levanta. Começa a apertá-lo com força. Ele se fortalece e se desvencilha. Em seguida vai para trás com um mortal, desferindo um golpe com os dois pés no queixo da estátua. Ela cai do prédio.
Lufus vai até o beiral para vê-la, todavia não a acha.
***
Dédalos dirigia o carro enquanto conversava com Joshua.
- Presta atenção aí. – Diz Joshua.
- Eu sei dirigir, não precisa ficar me ensinando. – Reclama Dédalos.
- Mas você é muito barbeiro.
- Nem sou, são as outras pessoas que dirigem mal.
- Vai mais devagar, não queremos ir muito longe.
- Devia ter um restaurante por aqui, eu acho.
- Vê se lembra onde é, estou morrendo de fome.
- Se você ficar falando sem parar eu não acho.
- Ei, o que é aquilo? – Joshua aponta para um objeto cinza no alto, descendo o céu.
- Não sei, não me parece nada bom.
O objeto passa por cima deles e some, logo em seguida há um estrondo.
- Ouviu? – Pergunta Joshua.
- Sim.
- Vamos ver o que é.
O carro faz meia volta.
***
A pracinha estava vazia, nunca é muito movimentada, mas durante a noite ninguém aparece. Estava ficando cada vez mais tarde e um casal ainda estava lá.
Os dois estavam conversando sentados num banco e nem viam o tempo passar.
- O que é aquilo amor? – A moça pergunta apontando para o céu.
Uma coisa cai do céu e racha o chão.
- Meu Deus! – O rapaz chega mais perto e vê o que parece ser uma estátua.
- De onde isso veio? – Ele pergunta espantado.
- Ahhhhhhh. – A mulher grita ao ver a estátua se mexer.
A estátua segura um de seus próprios braços com a mão e se vira para olhar os dois.
- Grraaahhhhh!!!!
Ele anda na direção deles com a boca aberta e passos demorados.
- Vamos sair daqui! – O rapaz estava desesperado.
Ele tenta correr, tropeça e cai. A estátua ergue uma mão e ataca sua cabeça. Antes de acertá-lo, ela leva uma chicotada na cara. O homem que já achava que ia morrer é puxado pela mulher quando o monstro muda sua atenção.
- Seu lugar não é aqui demônio maldito. – Morigan estalou seu chicote na cara da Gárgula.
- Uma guardiã. Terei prazer em possuir sua alma.
- Nunca! – Ela dá uma nova chicotada e acerta o braço do demônio.
Quando Morigan viu o chicote entre as armas que Cian oferecia, ficou intrigada. Imaginava o que um simples chicote fazia entre aquele arsenal, acabou que ela não resistiu e adotou o chicote como arma. Também usava granadas que eram fornecidas por Cian, como todas as armas dos guardiões.
- Uma garotinha como você acha que pode me enfrentar?
Morigan lança a ponta do chicote para cima e desce o braço de uma vez, acerta o olho da Gárgula que fica desnorteada.
O demônio corre na direção dela. Em vez de recuar, ela vai para cima dele. Escapa de um soco e dá três chicotadas certeiras rapidamente. Em seguida rola e se afasta.
O demônio parece meio fadigado e nem consegue se desviar dos golpes. Morigan agita seu chicote no ar e a Gárgula o segura.
- Vamos ver como você se sai sem seu brinquedinho. – A voz dele era monstruosa.
- E quem disse que vou ficar sem ele?
Morigan puxa o chicote que escapa da mão de demônio, um filete de pedra cai da mão dele.
Ele avança sobre ela novamente. Dessa vez a guardiã recua e corre para o lado. Agita o chicote novamente e acerta a Gárgula duas vezes.
- Pare de fugir! – Ele rosna.
O demônio arranca um banco do chão e joga no casal que corria mas que ainda estava na praça.
- Socorro! – A mulher grita. O banco não os atinge por pouco.
- Venham para trás de mim! – Grita Morigan.
Enquanto eles correm, Morigan lança o chicote para o lado e volta de uma vez. Acerta em cheio o ombro da Gárgula e tira um grande pedaço dele.
- Argh!
Ela abaixa a mão e começa a rodá-la em espiral, a espiral se propaga no chicote.
A Gárgula avança sobre ela, que foge para o lado e ataca acertando-o no peito com a arma. Ela se coloca na frente do casal.
- Morigan!
Ela se vira e vê Dédalos e Joshua saindo correndo do Corvette.
- Precisa dos amiguinhos? – Pergunta a Gárgula.
- Vou te banir! – Dédalos dizia enquanto sacava a pistola.
A Criatura arranca uma arvore e a ataca horizontalmente contra eles.
Morigan abraça a mulher e pula fora do caminho. Dédalos joga o rapaz no chão e se joga em cima dele. Joshua salta e bate as mãos no tronco para ter impulso e pular por cima, no ar tira um dos revólveres, porém ao apontar, vê que a criatura já não estava lá.
- Fugiu. – Diz Joshua ao cair no chão.
- O quê? – Dédalos se levanta para olhar.
- Parece que ele não podia enfrentar nós três juntos. – Conclui Morigan.
- Vamos embora. – Dédalos ajuda o homem a se recompor.
- Vamos, eu ainda estou com fome. – Diz Joshua.
terça-feira, 16 de junho de 2009
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fico muito massa os figth cabelo mas vc trocou o sexo do(a) gargula toda hora tipo o gargula e a gargula mas fico massa esse capitulo
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